Camarilha dirigente do PV paralisa candidatura de Marina Silva

2009 November 15

A revista Veja publicou esta semana uma informação pela metade que  é uma pista para se entender o que está acontecendo com a pré-candidatura da senadora Marina Silva pelo Partido Verde, que parou de crescer nos 5% e parece estar fadada ao papel de ter apenas inserido o tema ambiental na campanha eleitoral antecipada.

Diz a nota, na seção Radar, que tem gente graúda no Partido Verde preocupada com o jeito reservado da senadora Marina Silva, que não se deixa envolver por empresários interessados em se tornar doadores de sua futura campanha à presidência da República.

A realidade é outra: Marina entrou no PV a partir de um acordo com a executiva oligárquica que comanda o partido há dez anos, pelo qual ela teria assegurada a metade dos cargos no comando nacional e o mesmo tanto nas executivas estaduais e municipais. Para a executiva nacional, indicou o ex-deputado petista Luciano Zica, que seria o vice-presidente de fato do PV, até um congresso marcado para março de 2010.

Enquanto falava de público sobre “refundar“ o PV, a senadora indicou Zica e mais nove pessoas para compor a executiva nacional provisória, com papel também nas executivas estaduais - todas, praticamente, nomeadas pelo eterno presidente nacional do PV, José Penna, eleito vereador em São Paulo sob protesto de seus companheiros de partido por concentrar recursos e monopolizar o horário de propaganda.

Nas últimas semanas de setembro, antes de findar o prazo para filiação de quem se interessasse em sair candidato nas eleições de outubro de 2010, a executiva de Penna endureceu o jogo e mandou diversos recados aos estados mostrando que ainda mandavam no partido e nenhum “assessorzinho“ da senadora Marina iria mudar este quadro.

Brecaram a entrada no partido de centenas de lideranças em diversos estados e o próprio Zica viu a promessa de poder não sair disso - promessas vazias, que a executiva do PV fez no seu estilo pouco ético e maroto, para atrair a senadora e faturar politicamente com a publicidade que a grande imprensa daria, como efetivamente deu, à sua filiação ao PV para fazer contraponto à ministra Dilma Rousseff entre a esquerda ambientalista desiludida com o PT desenvolvimentista.

O resultado do impasse está aí: Marina não avança nas pesquisas e mostra que  prefere levar adiante sua própria estratégia florestalista, contando com o tempo para que a opinião interna no partido crie condições para, no congresso de março, fazer valer seu peso e dos seus novos e velhos aliados. Para isso ela tem o trunfo de ter levado milhares de ex-militantes petistas para o PV, além de conduzir de volta ao partido nomes que há anos estavam afastados, desiludidos com o comando corrupto exercido pela executiva nacional do grupo de Penna.

A dissidência de esquerda do PV, aglutinada em torno do ministro Juca Ferreira, da Cultura, chegou a iniciar negociações com o grupo da senadora, com vistas a concretizar  a tal “refundação“ do partido.  Como não havia disposição da senadora para partir para o confronto com o grupo de Penna, a dissidência ética - outra denominação de cerca de 30% da militância verde que desde o congresso de 2007 rompeu com Penna - decidiu ficar onde já estava: ao lado do Governo Lula e da candidata Dilma Rousseff, na esperança de esverdeá-la.

Este é o quadro atual. Pode haver mudança? Pode, é claro, como tudo pode em política. Dilma pode perder terreno, Lula pode não conseguir a composição que deseja com o PMDB de Michel Temer e talvez tenha que se acertar direito com o PSB do deputado Ciro Gomes, que eventualmente poderia até substituir Dilma.

Para a executiva do PV, nada mais cômodo: eles já estavam aliados ao PSDB no Rio e em São Paulo, basicamente através das conexões do deputado Fernando Gabeira, futuro candidato ao Senado pelo Rio, com apoio do ex-prefeito César Maia (DEM). Na capital paulista, Penna foi eleito vereador com apoio do DEM do prefeito Gilberto Kassab e continua firme e forte em sua aliança com o PSDB de Serra e o DEM nacional,  para as eleições presidenciais.

Em troca, espera ocupar cargos importantes, como todo partidinho faz neste país. Está bem de acordo com o passado de nanico de aluguel que o PV exerceu em vários momentos, em vários estados, inclusive no Distrito Federal.

Ter Marina para tirar voto de Dilma (e de Serra, como mostraram algumas pesquisas) é o melhor dos mundos, pois esconde do público a verdadeira face interna do Partido Verde, sem democracia, eivado de conchavos e acostumado a acordos fisiológicos que beiram a corrupção em vários estados. No DF, por exemplo, o presidente local, Eduardo Brandão, braço direito de Penna, ocupa um cargo de vice-secretário  no governo de Jose Arruda, levando junto vários integrantes de seu diretório local, nomeado por Penna.

Para complicar o quadro em desfavor da senadora Marina, a companheira Dilma - que vem da turma de 68 da qual fazem parte Juca Ferreira, Domingos Fernandes e várias lideranças da dissidência de esquerda do PV - está aos poucos assumindo bandeiras dos ambientalistas. Em parte graças aos conselhos de outro companheiro da antiga luta armada, o ministro Franklin Martins, que por sinal conhece muito bem a psicologia verde graças à convivência com  (e antipatia ao)  companheiro Fernando Gabeira, desde a época do famoso sequestro do embaixador americano.

O que a ética senadora Marina pode fazer diante desse quadro, senão esperar as águas de março para trazer o esperado congresso verde - e contar com novos apagões que a grande imprensa usará para detonar a candidata de Lula?

Quem anda preocupada mesmo é a bancada federal dos verdes, provável fonte da notinha de Veja.  Alguns expoentes - são pouquíssimos - temem perder o rastro do meteoro Marina e ainda se ver prejudicados pela camarilha de Penna, quando tudo isso vier à tona.

Apagão geral mostra necessidade de energia descentralizada

2009 November 11
by Joao Arnolfo

Por volta das 22h40 de terça-feira (10) acabou a eletricidade em oitocentas cidades brasileiras, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro.
Há caos nas grandes cidades, com praticamente todos os prédios e residências sem eletricidade. Só funciona o que tem gerador próprio.
O abastecimento de água começa a ser afetado em SP e no Rio de Janeiro, pois as bombas dependem de eletricidade.
É a primeira vez que ocorre um blackout tão extenso. Também o Paraguai ficou sem eletricidade, pois foram desligadas as turbinas da hidrelétrica de Itapu, uma das maiores do mundo.
Em Brasilia o problema não ocorreu, mas aqui perto, no estado de Goiás, falta energia.
O ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, atribuiu o problema a tempestades e raios que podem ter atingido as linhas de transmissão. Acabou de dizer na tv que Itaipu voltou a ser reenergizada, seja lá o que isto significa.
O que precisa ser tirado deste apagão é a velha lição: não podemos ficar dependendo de uma única mega-usina hidrelétrica, que deixou de transmitir 17 mil megawatts.
Precisamos repensar tudo e construir hidrelétricas menores, assim como sistemas alternativos, baseados em energia solar, eólica e biomassa, para que as cidades tenham autonomia e não sejam paralisadas num caso destes.
E se fosse um ato de terrorismo contra Itaipu? Ou de sabotagem? Lembre-se que o Paraguai está sob ameaça de um golpe militar e que aquele país exige que o Brasil pague mais pela energia que compra dos paraguaios. Itaipu é um das maiores hidrelétricas do mundo, construídas no rio que divide Brasil e Paraguai e operada binacionalmente.
Desde os anos 70 que os ambientalistas alertam para a necessidade de autonomia energética regional, local.
A grande mídia, Globo à frente, pede que sejam colocadas em funcionamento as usinas termelétricas, movidas a óleo. São as usinas mais poluentes que existem.
Não é isso que precisamos.

Após a meia-noite o governo informou que começou a restabelecer o fornecimento de energia, mas não sabe ainda explicar o que ocorreu.

Com medo da mídia, ruralistas adiam desmonte do Código Florestal

2009 November 4

A pressão da opinião pública, expressa pelas notícias e comentários no rádio, jornais, televisões e internet, fez com que a Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, dominada pelos ruralistas, suspendesse a votação nesta quarta-feira (4/11) do projeto de lei que começava a derrubar o Código Florestal.

Oficialmente não teria havido número suficiente de membros da comissão, mas a verdade - confidenciada por deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária - é que a bancada ruralista ficou com medo e resolveu deixar baixar a poeira, para voltar à carga na próxima semana.

A comissão adiou para a semana que vem a votação relatório do deputado Marcos Montes (DEM-MG) sobre o projeto de lei 6424, de 2005, ao qual foram apensados os PLs 6.840/2006 e  1.207/2007.  As propostas alteram o Código Florestal (Lei 4771 de 1965), permitindo flexibilidades de interesse dos fazendeiros que desmataram acima do que permite a lei e não cumpriram a exigência de recomposição.

Entre os pontos que os ruralistas insistem em modificar está a forma de recuperação de Reservas Legais na Amazônia com espécies exóticas, anistia para os desmatamentos realizados antes de julho de 2006 (sem obrigatoriedade de recuperação) e definição das Áreas de Preservação Permanentes (APPs) pelos poderes locais.

Na última semana, a Fundação SOS Mata Atlântica e outras ONGs ambientalistas (como Greenpeace, Instituto Socioambiental, Rede de ONGs da Mata Atlântica e Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) conseguiram impedir a votação do Projeto de Lei.

O assunto foi para a grande imprensa, onde se mostrou o dano que o desmonte do Código Florestal causará à imagem do Brasil na reunião do clima em Copenhague, em dezembro.

Mas os ruralistas não desistiram - apenas esperam a hora certa para aprovar o projeto de seu interesse. Se os ambientalistas se desmobilizarem, a bancada que representa os grandes fazendeiros conseguirá seu intento mais adiante, às custas do ambiente e dos recursos naturais.

Arruda, governador do DF, explica sua mentira para não ser cassado em 2001 no Senado: será que agora ele está falando a verdade?

2009 November 3

Atual governador do DF, José Roberto Arruda mentiu da tribuna do Senado quando disse, em 2001, que não tinha participado da fraude do painel que levaria à queda também do ex-senador Antonio Carlos Magalhães, da Bahia. Cinco dias depois, orientado por sua assessoria, ele voltou à tribuna, chorou e disse que tinha mentido. Em seguida, renunciou ao mandato, para não ser cassado.

Ontem, Arruda explicou ao jornalista Kennedy Alencar, da Folha de São Paulo, o motivo pelo qual mentiu descaradamente à nação: mentiu por ser igual aos demais políticos brasileiros. Desta vez ele disse a verdade?

Veja a estória de Arruda no vídeo abaixo:

Arruda conta porque mentiu para não ser cassado

Leia a seguir a íntegra da matéria na Folha OnLine:

“Eu errei. Errei por ter visto uma lista e por tentar dizer que não tinha visto.” Essa é a explicação do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), sobre o episódio de violação do painel do Senado, no qual esteve envolvido em 2001, quando era líder do governo FHC na Casa.

Em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar, repórter especial da Folha e colunista da Folha Online, durante o programa “É Notícia”, da RedeTV!, Arruda disse que o que o fez mentir foi “ser igual a todos os políticos brasileiros”.

No episódio, cujo personagem principal era o então senador baiano Antonio Carlos Magalhães (DEM, ex-PFL), Arruda fez um discurso enfático negando ter participado da violação. Alguns dias depois, admitiu na mesma tribuna a sua participação.

A violação aconteceu durante sessão que cassou o ex-senador Luiz Estevão e resultou na renúncia de Arruda e ACM, ambos ameaçados de enfrentarem processos no Conselho de Ética, no ano seguinte.

Depois do escândalo, Arruda recomeçou a carreira ingressando no PFL (hoje DEM). Em 2002, elegeu-se deputado federal. Quatro anos depois, elegeu-se governador. No ano que vem, deverá disputar a reeleição no Distrito Federal.

Marina articula apoio internacional à causa ambientalista

2009 October 27
by Joao Arnolfo

A senadora Marina Silva (PV-AC) está articulando apoio internacional à causa ambiental, durante viagem aos Estados Unidos. Nesta terça-feira (27) ela tem um almoço de trabalho no Congresso americano, em Washington, e depois se reúne com a líder pacifista negra, a democrata Barbara Lee, da California.
A questão climática está no centro das conversas. Marina esteve ontem (26) no Woodrow Wilson Center, em Washington, debatendo as propostas que Brasil, China e Índia devem levar à reunião da ONU sobre o clima, na Dinamarca, na segunda semana de dezembro.
O tema estará em debate também com os gabinetes dos senadores americanos John Kerry e lindsey Graham, que estão preparando uma proposta de Lei Climática que inclui metas de redução das emissões de carbono em todos os setores da economia americana.
A senadora Marina deu mostras de continuar bastante comprometida com os movimentos sociais e consciente da ameaça da bancada ruralista no Brasil. Comentando a CPI do MST que foi criada no Congresso brasileiro, ela deixou claro que precisa ser investigado também o repasse de dinheiro aos agropecuaristas. Se for para investigar só o MST seria algo injunto, unilateral, em sua opinião.
Em Brasília, circula a informação de que o Governo Lula está preparando uma medida provisória para anistiar os ruralistas que deveriam ser multados a partir de 11 de dezembro por terem desmatado além do permitido. Nesta terça, o ministro Carlos Minc, que sucedeu Marina no Ministério do Meio Ambiente, pretende esclarecer qual será a proposta brasileira a ser levada à reuniao do clima em Copenhague.

Vamos convocar manifestações pela internet e celular para barrar os ruralistas

2009 October 26
by Joao Arnolfo

Animados pela atitude antiecológica e oportunista do presidente Lula e do PT, que precisam do apoio do PMDB para tentar ganhar a eleição 2010, os ruralistas vêm avançando rapidamente para desmontar a legislação ambiental brasileira e substituí-la por códigos fajutos nos estados, onde as autoridades estão sujeitas a toda sorte de pressão dos endinheirados produtores.

Primeiro, aprovaram em Santa Catarina um Código Ambiental de mentirinha, que desrespeita as leis federais e dá margem ao desmonte do verdadeiro Código Florestal, da Lei de Crimes Ambientais e das normas do Conselho Nacional de Meio Ambiente.

Agora, estão tentando aprovar na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul uma lei semelhante, também com o nome de Código Ambiental - na verdade, um código dos agropecuaristas na contramão da história, que fará o estado que foi pioneiro no combate ambientalista a regredir meio século, pelo menos. Como se não bastassem as secas que já vêm castigando o estado ano após ano, no rastro das mudanças climáticas e do desmatamento desde a ocupação colonial.

Esta iniciativa nos estados do Sul fazem parte da estratégia nacional dos ruralistas, comandados no Congresso pela senadora Katia Abreu (DEM-TO) e pelos deputados Valdir Colatto (PMDB-SC )  Moacir Micheletto (PMDB-PR), não apenas para acabar com o rigor do Codigo Florestal brasileiro e desautorizar o Conselho Nacional do Meio Ambiente mas, também, para forçar o Governo Lula a baixar nos próximos dias uma medida anistiando a multa devida a partir de 11/12/09 pelos fazendeiros que no país todo desmataram além do permitido em suas propriedades.

Eles conseguiram instalar na Câmara a comissão especial do código ambiental porque o PT deixou, em nome da aliança que precisa fazer com o PMDB para ter mais espaço de televisão e apoio nos estados para eleger a ministra Dilma Rousseff em 2010.

O mal que o PT está fazendo ao meio ambiente é irreparável - e Lula havia nos prometido pessoalmente em 2002 que daria todo apoio ao Ministério do Meio Ambiente. Agora, nem mesmo apresentar metas de redução das emissões de carbono na reunião da ONU em Copenhague, entre 7 e 13 de dezembro, o governo federal está conseguindo, pois fica encurralado entre a oposição direitista e seus aliados ruralistas aninhados no PMDB.

A tática dos ruralistas na Câmara Federal é repetir o que fizeram primeiro em Santa Catarina, onde aprovaram o Código Ambiental de mentirinha, para deixar que cada estado cuide do licenciamento, multa e legislação 0 e agora estão tentando fazer no Rio Grande do Sul e em outros estados.

A comissão do código ambiental em Brasília, segundo o deputado Ivan Valente (PSoL-SP), é o mesmo que entregar o galinheiro às raposas. As vozes que se levantaram contra foram apenas do PSoL e do PV, na pessoa do líder Edson Duarte (BA), pois o resto da esquerda é desenvolvimentista - como o deputado Aldo Rebelo, do PCdoB-SP, que ganhou o cargo de relator da comissão para fazer o jogo ambíguo que interessa aos ruralistas.

Ele faz parte da mesma corrente da ex-companheira Dilma, que um dia foram marxistas, idealistas, mas depois se enveredaram pelo nacional-desenvolvimentismo, que coloca em primeiro lugar o desenvolvimento das forças produtivas do grande capital, como se quisessem agora aperfeiçoar o capitalismo às custas do meio ambiente para, um dia, se gerar em seu âmago o germe do socialismo.

Sabemos que esta visão está errada, a antiga União Soviética foi um fracasso econômico e ambiental. A China, que conseguiu sobreviver, teve que abandonar estas teses erradas e hoje está contabilizando a perda que a destruição ambiental causa ao seu desenvolvimento econômico - calculado em meio por cento do PIB, por baixo.

Não temos muitas alternativas, pois a classe pobre não dispõe de informação e está nas mãos dos programas assistencialistas do governo do PT/PMDB. E a classe média só tem interesse em adquirir os bens superfluos produzidos pelo sistema capitalista, induzida pela propaganda na televisão, que faz parte do mesmo esquema de classe para dominar corações e mentes e produzir cada vez mais lucro.

Diante disso, só resta aos ativistas que formam a nova esquerda mundial, que são os ambientalistas, utilizar as modernas técnicas de comunicação em rede viabilizada pela internet e pelo celular para se estruturar e atacar as forças retrógradas através de manifestações de protesto. Será preciso trabalhar muito, diuturnamente, para mobilizar  pessoas que impeçam com manifestações a aprovação das leis anti-ambientais.

Pela internet, pelo celular, organizando-se, ocupando as ruas, praças e esquinas, os ambientalistas podem levar esta mensagem à sociedade e promover pequenas, médias e grandes mobilizações em torno e dentro das casas legislativas, usando os mais diversos meios que ongs como o GreenPeace já aplicam há mais de 30 anos - ação direta, se possível espetacular, para sair no horário nobre, ocupando os meios de comunicação com estes protestos, que podem ser pacíficas mas têm que ser proativos, diretos, incisivos.

Com estas ações, manifestações, confrontos, empates, sit-ins, marchas e espetáculos de arte é possível, sim, interferir na opinião pública e fazer com que a mídia dos países consumidores (especialmente a Europa e o Japão) saibam que estão comprando carne e grãos de quem está destruindo o meio ambiente no Brasil.

Este parece ser o único caminho, que começa pela ação dos ativistas, atinge a consciência dos consumidores e afeta diretamente o bolso dos produtores.

Falar é fácil, difícil é agir - mas é preciso começar agora a refletir e rediscutir as ações políticas, diretas, se quisermos salvar pelo menos a esperança de um mundo melhor.