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	<title>João Arnolfo</title>
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	<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 20:34:41 +0000</pubDate>
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		<title>Camarilha dirigente do PV paralisa candidatura de Marina Silva</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 20:13:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joao Arnolfo</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[A revista Veja publicou esta semana uma informação pela metade que  é uma pista para se entender o que está acontecendo com a pré-candidatura da senadora Marina Silva pelo Partido Verde, que parou de crescer nos 5% e parece estar fadada ao papel de ter apenas inserido o tema ambiental na campanha eleitoral antecipada.
Diz a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A revista <a href="http://www.veja.com.br">Veja</a> publicou esta semana uma informação pela metade que  é uma pista para se entender o que está acontecendo com a pré-candidatura da senadora <a href="http://www.marinasilvapresidente.org">Marina Silva</a> pelo <a href="http://www.pv.org.br">Partido Verde</a>, que parou de crescer nos 5% e parece estar fadada ao papel de ter apenas inserido o tema ambiental na campanha eleitoral antecipada.</p>
<p>Diz a nota, na seção Radar, que tem gente graúda no Partido Verde preocupada com o jeito reservado da senadora Marina Silva, que não se deixa envolver por empresários interessados em se tornar doadores de sua futura campanha à presidência da República.</p>
<p>A realidade é outra: Marina entrou no PV a partir de um acordo com a executiva oligárquica que comanda o partido há dez anos, pelo qual ela teria assegurada a metade dos cargos no comando nacional e o mesmo tanto nas executivas estaduais e municipais. Para a executiva nacional, indicou o ex-deputado petista Luciano Zica, que seria o vice-presidente de fato do PV, até um congresso marcado para março de 2010.</p>
<p><object classid="6bf52a52-394a-11d3-b153-00c04f79faa6" width="425" height="350"><param name="url" value="http://www.youtube.com/v/SXJZuWH3H2U" /><embed type="application/x-mplayer2" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/SXJZuWH3H2U"></embed></object></p>
<p>Enquanto falava de público sobre &#8220;refundar&#8220; o PV, a senadora indicou Zica e mais nove pessoas para compor a executiva nacional provisória, com papel também nas executivas estaduais - todas, praticamente, nomeadas pelo eterno presidente nacional do PV, José Penna, eleito vereador em São Paulo sob protesto de seus companheiros de partido por concentrar recursos e monopolizar o horário de propaganda.</p>
<p>Nas últimas semanas de setembro, antes de findar o prazo para filiação de quem se interessasse em sair candidato nas eleições de outubro de 2010, a executiva de Penna endureceu o jogo e mandou diversos recados aos estados mostrando que ainda mandavam no partido e nenhum &#8220;assessorzinho&#8220; da senadora Marina iria mudar este quadro.</p>
<p>Brecaram a entrada no partido de centenas de lideranças em diversos estados e o próprio Zica viu a promessa de poder não sair disso - promessas vazias, que a executiva do PV fez no seu estilo pouco ético e maroto, para atrair a senadora e faturar politicamente com a publicidade que a grande imprensa daria, como efetivamente deu, à sua filiação ao PV para fazer contraponto à ministra Dilma Rousseff entre a esquerda ambientalista desiludida com o PT desenvolvimentista.</p>
<p>O resultado do impasse está aí: Marina não avança nas pesquisas e mostra que  prefere levar adiante sua própria estratégia florestalista, contando com o tempo para que a opinião interna no partido crie condições para, no congresso de março, fazer valer seu peso e dos seus novos e velhos aliados. Para isso ela tem o trunfo de ter levado milhares de ex-militantes petistas para o PV, além de conduzir de volta ao partido nomes que há anos estavam afastados, desiludidos com o comando corrupto exercido pela executiva nacional do grupo de Penna.</p>
<p>A dissidência de esquerda do PV, aglutinada em torno do ministro Juca Ferreira, da Cultura, chegou a iniciar negociações com o grupo da senadora, com vistas a concretizar  a tal &#8220;refundação&#8220; do partido.  Como não havia disposição da senadora para partir para o confronto com o grupo de Penna, a dissidência ética - outra denominação de cerca de 30% da militância verde que desde o congresso de 2007 rompeu com Penna - decidiu ficar onde já estava: ao lado do Governo Lula e da candidata Dilma Rousseff, na esperança de esverdeá-la.</p>
<p>Este é o quadro atual. Pode haver mudança? Pode, é claro, como tudo pode em política. Dilma pode perder terreno, Lula pode não conseguir a composição que deseja com o PMDB de Michel Temer e talvez tenha que se acertar direito com o PSB do deputado Ciro Gomes, que eventualmente poderia até substituir Dilma.</p>
<p>Para a executiva do PV, nada mais cômodo: eles já estavam aliados ao PSDB no Rio e em São Paulo, basicamente através das conexões do deputado Fernando Gabeira, futuro candidato ao Senado pelo Rio, com apoio do ex-prefeito César Maia (DEM). Na capital paulista, Penna foi eleito vereador com apoio do DEM do prefeito Gilberto Kassab e continua firme e forte em sua aliança com o PSDB de Serra e o DEM nacional,  para as eleições presidenciais.</p>
<p>Em troca, espera ocupar cargos importantes, como todo partidinho faz neste país. Está bem de acordo com o passado de nanico de aluguel que o PV exerceu em vários momentos, em vários estados, inclusive no Distrito Federal.</p>
<p>Ter Marina para tirar voto de Dilma (e de Serra, como mostraram algumas pesquisas) é o melhor dos mundos, pois esconde do público a verdadeira face interna do Partido Verde, sem democracia, eivado de conchavos e acostumado a acordos fisiológicos que beiram a corrupção em vários estados. No DF, por exemplo, o presidente local, Eduardo Brandão, braço direito de Penna, ocupa um cargo de vice-secretário  no governo de Jose Arruda, levando junto vários integrantes de seu diretório local, nomeado por Penna.</p>
<p>Para complicar o quadro em desfavor da senadora Marina, a companheira Dilma - que vem da turma de 68 da qual fazem parte Juca Ferreira, Domingos Fernandes e várias lideranças da dissidência de esquerda do PV - está aos poucos assumindo bandeiras dos ambientalistas. Em parte graças aos conselhos de outro companheiro da antiga luta armada, o ministro Franklin Martins, que por sinal conhece muito bem a psicologia verde graças à convivência com  (e antipatia ao)  companheiro Fernando Gabeira, desde a época do famoso sequestro do embaixador americano.</p>
<p>O que a ética senadora Marina pode fazer diante desse quadro, senão esperar as águas de março para trazer o esperado congresso verde - e contar com novos apagões que a grande imprensa usará para detonar a candidata de Lula?</p>
<p>Quem anda preocupada mesmo é a bancada federal dos verdes, provável fonte da notinha de Veja.  Alguns expoentes - são pouquíssimos - temem perder o rastro do meteoro Marina e ainda se ver prejudicados pela camarilha de Penna, quando tudo isso vier à tona.</p>
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		<title>Apagão geral mostra necessidade de energia descentralizada</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 02:09:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joao Arnolfo</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Por volta das 22h40 de terça-feira (10) acabou a eletricidade em oitocentas cidades brasileiras, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro.
Há caos nas grandes cidades, com praticamente todos os prédios e residências sem eletricidade. Só funciona o que tem gerador próprio.
O abastecimento de água começa a ser afetado em SP e no Rio de Janeiro, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por volta das 22h40 de terça-feira (10) acabou a eletricidade em oitocentas cidades brasileiras, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro.<br />
Há caos nas grandes cidades, com praticamente todos os prédios e residências sem eletricidade. Só funciona o que tem gerador próprio.<br />
O abastecimento de água começa a ser afetado em SP e no Rio de Janeiro, pois as bombas dependem de eletricidade.<br />
É a primeira vez que ocorre um blackout tão extenso. Também o Paraguai ficou sem eletricidade, pois foram desligadas as turbinas da hidrelétrica de Itapu, uma das maiores do mundo.<br />
Em Brasilia o problema não ocorreu, mas aqui perto, no estado de Goiás, falta energia.<br />
O ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, atribuiu o problema a tempestades e raios que podem ter atingido as linhas de transmissão. Acabou de dizer na tv que Itaipu voltou a ser reenergizada, seja lá o que isto significa.<br />
O que precisa ser tirado deste apagão é a velha lição: não podemos ficar dependendo de uma única mega-usina hidrelétrica, que deixou de transmitir 17 mil megawatts.<br />
Precisamos repensar tudo e construir hidrelétricas menores, assim como sistemas alternativos, baseados em energia solar, eólica e biomassa, para que as cidades tenham autonomia e não sejam paralisadas num caso destes.<br />
E se fosse um ato de terrorismo contra Itaipu? Ou de sabotagem? Lembre-se que o Paraguai está sob ameaça de um golpe militar e que aquele país exige que o Brasil pague mais pela energia que compra dos paraguaios. Itaipu é um das maiores hidrelétricas do mundo, construídas no rio que divide Brasil e Paraguai e operada binacionalmente.<br />
Desde os anos 70 que os ambientalistas alertam para a necessidade de autonomia energética regional, local.<br />
A grande mídia, Globo à frente, pede que sejam colocadas em funcionamento as usinas termelétricas, movidas a óleo. São as usinas mais poluentes que existem.<br />
Não é isso que precisamos.</p>
<p>Após a meia-noite o governo informou que começou a restabelecer o fornecimento de energia, mas não sabe ainda explicar o que ocorreu.</p>
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		<title>Com medo da mídia, ruralistas adiam desmonte do Código Florestal</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 20:25:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joao Arnolfo</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[A pressão da opinião pública, expressa pelas notícias e comentários no rádio, jornais, televisões e internet, fez com que a Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, dominada pelos ruralistas, suspendesse a votação nesta quarta-feira (4/11) do projeto de lei que começava a derrubar o Código Florestal.
Oficialmente não teria havido número suficiente de membros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A pressão da opinião pública, expressa pelas notícias e comentários no rádio, jornais, televisões e internet, fez com que a Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, dominada pelos ruralistas, suspendesse a votação nesta quarta-feira (4/11) do projeto de lei que começava a derrubar o Código Florestal.</p>
<p>Oficialmente não teria havido número suficiente de membros da comissão, mas a verdade - confidenciada por deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária - é que a bancada ruralista ficou com medo e resolveu deixar baixar a poeira, para voltar à carga na próxima semana.</p>
<p>A comissão adiou para a semana que vem a votação relatório do deputado Marcos Montes (DEM-MG) sobre o projeto de lei 6424, de 2005, ao qual foram apensados os PLs 6.840/2006 e  1.207/2007.  As propostas alteram o Código Florestal (Lei 4771 de 1965), permitindo flexibilidades de interesse dos fazendeiros que desmataram acima do que permite a lei e não cumpriram a exigência de recomposição.</p>
<p>Entre os pontos que os ruralistas insistem em modificar está a forma de recuperação de Reservas Legais na Amazônia com espécies exóticas, anistia para os desmatamentos realizados antes de julho de 2006 (sem obrigatoriedade de recuperação) e definição das Áreas de Preservação Permanentes (APPs) pelos poderes locais.</p>
<p>Na última semana, a Fundação SOS Mata Atlântica e outras ONGs ambientalistas (como Greenpeace, Instituto Socioambiental, Rede de ONGs da Mata Atlântica e Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) conseguiram impedir a votação do Projeto de Lei.</p>
<p>O assunto foi para a grande imprensa, onde se mostrou o dano que o desmonte do Código Florestal causará à imagem do Brasil na reunião do clima em Copenhague, em dezembro.</p>
<p>Mas os ruralistas não desistiram - apenas esperam a hora certa para aprovar o projeto de seu interesse. Se os ambientalistas se desmobilizarem, a bancada que representa os grandes fazendeiros conseguirá seu intento mais adiante, às custas do ambiente e dos recursos naturais.</p>
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		<title>Arruda, governador do DF, explica sua mentira para não ser cassado em 2001 no Senado: será que agora ele está falando a verdade?</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 22:10:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joao Arnolfo</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Atual governador do DF, José Roberto Arruda mentiu da tribuna do Senado quando disse, em 2001, que não tinha participado da fraude do painel que levaria à queda também do ex-senador Antonio Carlos Magalhães, da Bahia. Cinco dias depois, orientado por sua assessoria, ele voltou à tribuna, chorou e disse que tinha mentido. Em seguida, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Atual governador do DF, José Roberto Arruda mentiu da tribuna do Senado quando disse, em 2001, que não tinha participado da fraude do painel que levaria à queda também do ex-senador Antonio Carlos Magalhães, da Bahia. Cinco dias depois, orientado por sua assessoria, ele voltou à tribuna, chorou e disse que tinha mentido. Em seguida, renunciou ao mandato, para não ser cassado.</p>
<p>Ontem, Arruda explicou ao jornalista Kennedy Alencar, da Folha de São Paulo, o motivo pelo qual mentiu descaradamente à nação: mentiu por ser igual aos demais políticos brasileiros. Desta vez ele disse a verdade?</p>
<p>Veja a estória de Arruda no vídeo abaixo:</p>
<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/ult10038u646542.shtml">Arruda conta porque mentiu para não ser cassado</a></p>
<p><span style="font-size: small">Leia a seguir a íntegra da matéria na <a href="http://www.folhaonline.com.br">Folha OnLine</a>:</span></p>
<p>&#8220;Eu errei. Errei por ter visto uma lista e por tentar dizer que não tinha visto.&#8221; Essa é a explicação do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), sobre o episódio de violação do painel do Senado, no qual esteve envolvido em 2001, quando era líder do governo FHC na Casa.</p>
<p>Em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar, repórter especial da <strong>Folha</strong> e colunista da <strong>Folha Online</strong>, durante o programa <a href="http://www.redetv.com.br/portal/jornalismo/enoticia/" target="_blank">&#8220;É Notícia&#8221;</a>, da RedeTV!, Arruda disse que o que o fez mentir foi &#8220;ser igual a todos os políticos brasileiros&#8221;.</p>
<p>No episódio, cujo personagem principal era o então senador baiano Antonio Carlos Magalhães (DEM, ex-PFL), Arruda fez um discurso enfático negando ter participado da violação. Alguns dias depois, admitiu na mesma tribuna a sua participação.</p>
<p>A violação aconteceu durante sessão que cassou o ex-senador Luiz Estevão e resultou na renúncia de Arruda e ACM, ambos ameaçados de enfrentarem processos no Conselho de Ética, no ano seguinte.</p>
<p>Depois do escândalo, Arruda recomeçou a carreira ingressando no PFL (hoje DEM). Em 2002, elegeu-se deputado federal. Quatro anos depois, elegeu-se governador. No ano que vem, deverá disputar a reeleição no Distrito Federal.</p>
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		<title>Marina articula apoio internacional à causa ambientalista</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 22:10:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joao Arnolfo</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[A senadora Marina Silva (PV-AC) está articulando apoio internacional à causa ambiental, durante viagem aos Estados Unidos. Nesta terça-feira (27) ela tem um almoço de trabalho no Congresso americano, em Washington, e depois se reúne com a líder pacifista negra, a democrata Barbara Lee, da California.
A questão climática está no centro das conversas. Marina esteve [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A senadora Marina Silva (PV-AC) está articulando apoio internacional à causa ambiental, durante viagem aos Estados Unidos. Nesta terça-feira (27) ela tem um almoço de trabalho no Congresso americano, em Washington, e depois se reúne com a líder pacifista negra, a democrata Barbara Lee, da California.<br />
A questão climática está no centro das conversas. Marina esteve ontem (26) no Woodrow Wilson Center, em Washington, debatendo as propostas que Brasil, China e Índia devem levar à reunião da ONU sobre o clima, na Dinamarca, na segunda semana de dezembro.<br />
O tema estará em debate também com os gabinetes dos senadores americanos John Kerry e lindsey Graham, que estão preparando uma proposta de Lei Climática que inclui metas de redução das emissões de carbono em todos os setores da economia americana.<br />
A senadora Marina deu mostras de continuar bastante comprometida com os movimentos sociais e consciente da ameaça da bancada ruralista no Brasil. Comentando a CPI do MST que foi criada no Congresso brasileiro, ela deixou claro que precisa ser investigado também o repasse de dinheiro aos agropecuaristas. Se for para investigar só o MST seria algo injunto, unilateral, em sua opinião.<br />
Em Brasília, circula a informação de que o Governo Lula está preparando uma medida provisória para anistiar os ruralistas que deveriam ser multados a partir de 11 de dezembro por terem desmatado além do permitido. Nesta terça, o ministro Carlos Minc, que sucedeu Marina no Ministério do Meio Ambiente, pretende esclarecer qual será a proposta brasileira a ser levada à reuniao do clima em Copenhague.</p>
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		<title>Vamos convocar manifestações pela internet e celular para barrar os ruralistas</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 02:09:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joao Arnolfo</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Animados pela atitude antiecológica e oportunista do presidente Lula e do PT, que precisam do apoio do PMDB para tentar ganhar a eleição 2010, os ruralistas vêm avançando rapidamente para desmontar a legislação ambiental brasileira e substituí-la por códigos fajutos nos estados, onde as autoridades estão sujeitas a toda sorte de pressão dos endinheirados produtores.
Primeiro, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Animados pela atitude antiecológica e oportunista do presidente Lula e do PT, que precisam do apoio do PMDB para tentar ganhar a eleição 2010, os ruralistas vêm avançando rapidamente para desmontar a legislação ambiental brasileira e substituí-la por códigos fajutos nos estados, onde as autoridades estão sujeitas a toda sorte de pressão dos endinheirados produtores.</p>
<p>Primeiro, aprovaram em Santa Catarina um Código Ambiental de mentirinha, que desrespeita as leis federais e dá margem ao desmonte do verdadeiro Código Florestal, da Lei de Crimes Ambientais e das normas do Conselho Nacional de Meio Ambiente.</p>
<p>Agora, estão tentando aprovar na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul uma lei semelhante, também com o nome de Código Ambiental - na verdade, um código dos agropecuaristas na contramão da história, que fará o estado que foi pioneiro no combate ambientalista a regredir meio século, pelo menos. Como se não bastassem as secas que já vêm castigando o estado ano após ano, no rastro das mudanças climáticas e do desmatamento desde a ocupação colonial.</p>
<p>Esta iniciativa nos estados do Sul fazem parte da estratégia nacional dos ruralistas, comandados no Congresso pela senadora Katia Abreu (DEM-TO) e pelos deputados Valdir Colatto (PMDB-SC )  Moacir Micheletto (PMDB-PR), não apenas para acabar com o rigor do Codigo Florestal brasileiro e desautorizar o Conselho Nacional do Meio Ambiente mas, também, para forçar o Governo Lula a baixar nos próximos dias uma medida anistiando a multa devida a partir de 11/12/09 pelos fazendeiros que no país todo desmataram além do permitido em suas propriedades.</p>
<p>Eles conseguiram instalar na Câmara a comissão especial do código ambiental porque o PT deixou, em nome da aliança que precisa fazer com o PMDB para ter mais espaço de televisão e apoio nos estados para eleger a ministra Dilma Rousseff em 2010.</p>
<p>O mal que o PT está fazendo ao meio ambiente é irreparável - e Lula havia nos prometido pessoalmente em 2002 que daria todo apoio ao Ministério do Meio Ambiente. Agora, nem mesmo apresentar metas de redução das emissões de carbono na reunião da ONU em Copenhague, entre 7 e 13 de dezembro, o governo federal está conseguindo, pois fica encurralado entre a oposição direitista e seus aliados ruralistas aninhados no PMDB.</p>
<p>A tática dos ruralistas na Câmara Federal é repetir o que fizeram primeiro em Santa Catarina, onde aprovaram o Código Ambiental de mentirinha, para deixar que cada estado cuide do licenciamento, multa e legislação 0 e agora estão tentando fazer no Rio Grande do Sul e em outros estados.</p>
<p>A comissão do código ambiental em Brasília, segundo o deputado Ivan Valente (PSoL-SP), é o mesmo que entregar o galinheiro às raposas. As vozes que se levantaram contra foram apenas do PSoL e do PV, na pessoa do líder Edson Duarte (BA), pois o resto da esquerda é desenvolvimentista - como o deputado Aldo Rebelo, do PCdoB-SP, que ganhou o cargo de relator da comissão para fazer o jogo ambíguo que interessa aos ruralistas.</p>
<p>Ele faz parte da mesma corrente da ex-companheira Dilma, que um dia foram marxistas, idealistas, mas depois se enveredaram pelo nacional-desenvolvimentismo, que coloca em primeiro lugar o desenvolvimento das forças produtivas do grande capital, como se quisessem agora aperfeiçoar o capitalismo às custas do meio ambiente para, um dia, se gerar em seu âmago o germe do socialismo.</p>
<p>Sabemos que esta visão está errada, a antiga União Soviética foi um fracasso econômico e ambiental. A China, que conseguiu sobreviver, teve que abandonar estas teses erradas e hoje está contabilizando a perda que a destruição ambiental causa ao seu desenvolvimento econômico - calculado em meio por cento do PIB, por baixo.</p>
<p>Não temos muitas alternativas, pois a classe pobre não dispõe de informação e está nas mãos dos programas assistencialistas do governo do PT/PMDB. E a classe média só tem interesse em adquirir os bens superfluos produzidos pelo sistema capitalista, induzida pela propaganda na televisão, que faz parte do mesmo esquema de classe para dominar corações e mentes e produzir cada vez mais lucro.</p>
<p>Diante disso, só resta aos ativistas que formam a nova esquerda mundial, que são os ambientalistas, utilizar as modernas técnicas de comunicação em rede viabilizada pela internet e pelo celular para se estruturar e atacar as forças retrógradas através de manifestações de protesto. Será preciso trabalhar muito, diuturnamente, para mobilizar  pessoas que impeçam com manifestações a aprovação das leis anti-ambientais.</p>
<p>Pela internet, pelo celular, organizando-se, ocupando as ruas, praças e esquinas, os ambientalistas podem levar esta mensagem à sociedade e promover pequenas, médias e grandes mobilizações em torno e dentro das casas legislativas, usando os mais diversos meios que ongs como o GreenPeace já aplicam há mais de 30 anos - ação direta, se possível espetacular, para sair no horário nobre, ocupando os meios de comunicação com estes protestos, que podem ser pacíficas mas têm que ser proativos, diretos, incisivos.</p>
<p>Com estas ações, manifestações, confrontos, empates, sit-ins, marchas e espetáculos de arte é possível, sim, interferir na opinião pública e fazer com que a mídia dos países consumidores (especialmente a Europa e o Japão) saibam que estão comprando carne e grãos de quem está destruindo o meio ambiente no Brasil.</p>
<p>Este parece ser o único caminho, que começa pela ação dos ativistas, atinge a consciência dos consumidores e afeta diretamente o bolso dos produtores.</p>
<p>Falar é fácil, difícil é agir - mas é preciso começar agora a refletir e rediscutir as ações políticas, diretas, se quisermos salvar pelo menos a esperança de um mundo melhor.</p>
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		<title>Principal jornal de economia do país mostra como ruralistas usaram aliança com Lula para investir contra o Código Florestal</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 00:36:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joao Arnolfo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[politica]]></category>

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		<description><![CDATA[A aliança que o PT fez com o PMDB alguns anos atrás, em nome da governabilidade, está na raiz do avanço dos ruralistas contra o Código Florestal, a Lei de Crimes Ambientais e as normas do Conselho Nacional de Meio Ambiente.
É o que confirma matéria publicada hoje pelo Valor Econômico, o mais bem feito jornal de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A aliança que o PT fez com o <a href="http://www.pmdb.org.br">PMDB</a> alguns anos atrás, em nome da governabilidade, está na raiz do avanço dos ruralistas contra o Código Florestal, a Lei de Crimes Ambientais e as normas do Conselho Nacional de Meio Ambiente.</p>
<p>É o que confirma matéria publicada hoje pelo <a href="http://www.amazonia.org.br/noticias/noticia.cfm?id=331805">Valor Econômico</a>, o mais bem feito jornal de economia do país, uma joint venture dos grupos Roberto Marinho (Globo) e Victor Civita (Abril) que desbancou a antiga Gazeta Mercantil.</p>
<p>Sem a resistência do velho e até recentemente ético <a href="http://www.pt.org.br">Partido dos Trabalhadores</a> (PT), que passou a fazer corpo mole quando se trata de preservar os interesses da maioria da sociedade em defender o meio ambiente, os deputados eleitos pelos latifundiários e empresas do agronegócio deitam e rolam nas comissões.</p>
<p>Dominaram a comissão de meio ambiente, criaram a Frente Parlamentar da Agropecuária e conseguiram impor uma derrota aos ambientalistas ao implantar semana passada a comissão especial que busca substituir o Código Florestal por um &#8220;código ambiental&#8220; de mentirinha, à moda do que foi feito em Santa Catarina.</p>
<p>Colocaram como relator um deputado que, mesmo sendo de esquerda,  joga do lado dos desenvolvimentistas: Aldo Rebelo, do<a href="http://www.vermelho.org.br"> PCdoB,</a> não merece a confiança da bancada ambientalista, como dizem Ivan Valente, do PSoL, e Edson Duarte, líder do <a href="http://www.pv.org.br">PV</a>.</p>
<p>O próximo negócio dos ruralistas será obrigar o governo do PT a adiar as multas milionárias que a lei exige até o final do ano dos fazendeiros que desmataram além do permitido e não recompuseram suas reservas legais.</p>
<p>Vai ser um agronegócio de algo como 5 bilhões de reais em multas que deixarão de ser recolhidas ao <a href="http://www.mma.gov.br">Fundo Nacional de Meio Ambiente</a>, como demonstra o insuspeito <a href="http://www.valoronline.com.br">Valor.</a></p>
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		<title>Legalização das drogas: como acabar com a guerra civil no Rio e combater a pobreza usando impostos</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 02:01:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joao Arnolfo</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[A guerra civil no Rio de Janeiro, com derrubada de helicópteros por soldados
do narcotráfico, deixa indignado o país todo - mas ninguém se lembra de
rever as causas por trás de tudo: o comércio de drogas consideradas ilegais
por capricho moral das elites nacionais e a péssima distribuição de renda
que deixou aos pobres a ocupação irregular do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A guerra civil no Rio de Janeiro, com derrubada de helicópteros por soldados</p>
<p>do narcotráfico, deixa indignado o país todo - mas ninguém se lembra de</p>
<p>rever as causas por trás de tudo: o comércio de drogas consideradas ilegais</p>
<p>por capricho moral das elites nacionais e a péssima distribuição de renda</p>
<p>que deixou aos pobres a ocupação irregular do solo nos morros e encostas.</p>
<p>O único político que ainda toca no cerne da questão é o ex-presidente</p>
<p>Fernando Henrique Cardoso, que já não depende de votos e da opinião pública</p>
<p>manipulada pela grande imprensa. Só ex-presidentes latino-americanos têm a</p>
<p>coragem de colocar o dedo na ferida, denunciando o fracasso da guerra às</p>
<p>drogas e defendendo a legalização do comércio das substâncias proibidas como</p>
<p>única forma para acabar com a violência.</p>
<p>Nem mesmo os antigos revolucionários que ousaram defender a legalição das</p>
<p>drogas como forma de tirar o combustível do narcotráfico - como o deputado</p>
<p>verde Fernando Gabeira e seu adversário Sergio Cabral, o governador</p>
<p>peemedebista do Rio de Janeiro - têm hoje a coragem de levar adiante a tese</p>
<p>da legalização. Temem perder votos, morrem de medo da reação nas urnas da</p>
<p>classe média obtusa, de cabeça feita por padres e pastores, a mesma que</p>
<p>alimenta o tráfico pela ponta do consumo.</p>
<p>Legalizar as drogas é a única forma de tirar o sobrelucro obtido com</p>
<p>o comércio de substâncias demandadas continuamente pela sociedade de</p>
<p>consumo, como a maconha e a cocaína, como demonstrou na década de 1990 o</p>
<p>falecido prêmio Nobel de Economia, Milton Friedman, da Universidade de</p>
<p>Chicago.</p>
<p>Qualquer mercadoria, quando sofre o impacto da cunha proibicionista, gera</p>
<p>este sobrelucro que atrairá sempre novos e crescentes investimentos, pois a</p>
<p>taxa de retorno é excepcionalmente elevada.</p>
<p>Isto explica o fracasso de todas as políticas exclusivamente</p>
<p>repressionistas, como a Europa descobriu há muito tempo, passando a</p>
<p>descriminalizar o uso de drogas e, como na Holanda, a legalizar o seu</p>
<p>comércio.</p>
<p>Explica as razões pelas quais a guerra da droga está sendo perdida</p>
<p>em vidas e dinheiro público nos morros do Rio de Janeiro - a cada traficante</p>
<p>preso ou morto, surgem dez outros dispostos a ganhar dinheiro fácil com o</p>
<p>comércio de substâncias proibidas que os consumidores da classe média</p>
<p>continuarão demandando, a qualquer preço.</p>
<p>Quanto mais se dificulta o comércio dos traficantes, mais sobe o preço e</p>
<p>assim o lucro se mantém, quase independente do volume negociado, atraindo</p>
<p>novos investidores neste ramo de negócios. Portanto, é triste e vergonhoso</p>
<p>para o país deixar tantos policiais e moradores inocentes morrendo</p>
<p>inutilmente nas grandes cidades brasileiras, em nome de uma causa perdida - a</p>
<p>guerra às drogas.<br />
Claro que não basta mudar o status destes produtos psicoativos para</p>
<p>resolver o problema - ao longo das décadas o narcotráfico infiltrou-se no</p>
<p>aparelho estatal, nas polícias, em setores do judiciário. E, claro, criou</p>
<p>sua contrafacção - as milicias, ou grupos paramilitares que sob a desculpa</p>
<p>de livrar as favelas dos traficantes passaram a explorar todo tipo de</p>
<p>negócio ilegal, de gatos de eletricidade a serviços clandestinos de tv a</p>
<p>cabo.</p>
<p>É preciso levar adiante a guerra militar contra narcotráfico e milícias, sem</p>
<p>dúvida, mas isto não basta: há que se retirar simultâneamente a base de</p>
<p>sustentação econômica do inimigo, que é a criminalização das drogas, uma</p>
<p>norma legal que tem como consequência elevar o preço às alturas e criar</p>
<p>lucros superiores a qualquer outro ramo de atividade empresarial.</p>
<p>Mas junto com o combate ao banditismo, será preciso tornar legal este</p>
<p>comércio, acabando com o mercado negro da droga e, em seu lugar, criando um</p>
<p>comércio regulado como outro qualquer, que gere impostos para o Estado</p>
<p>combater a criminalidade, o contrabando de armas e a pobreza, que está na</p>
<p>raiz última da questão.</p>
<p>Mas para isso será preciso muito mais do que a pouca coragem de políticos,</p>
<p>que nunca vão contra a opinião da maioria, mesmo que este seja uma idéia</p>
<p>errada, formulada em cima de preceitos morais, sem nenhuma conexão com a</p>
<p>realidade.</p>
<p>A droga em si não é boa nem má - é apenas mais uma mercadoria no mercado</p>
<p>capitalista. Faz tanto ou mais mal à sociedade como outras drogas</p>
<p>legalizadas - álcool, tabaco, medicamentos, etc. Cabe à sociedade nacional,</p>
<p>liberta dos preconceitos éticos e da falsa moralidade de fundo religioso,</p>
<p>decidir se o comércio destas drogas continuará gerando sobrelucro para</p>
<p>bandidos ou será legalizado, organizado, taxado e regulamentado, para gerar</p>
<p>impostos e ajudar a remover as favelas como expressão da injustiça social.</p>
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		<title>Memórias Reveladas: agora só falta abrir arquivos e punir torturadores</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Oct 2009 03:52:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joao Arnolfo</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Chama a atenção a campanha que o Governo Federal faz no rádio, jornais e televisão pedindo às pessoas para apresentarem informações que possam levar à descoberta do que aconteceu com os mais de 130 desaparecidos políticos da época da ditadura.
Memórias Reveladas é uma campanha tecnicamente bem feita, toca as pessoas pelos depoimentos de familiares e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chama a atenção a campanha que o Governo Federal faz no rádio, jornais e televisão pedindo às pessoas para apresentarem informações que possam levar à descoberta do que aconteceu com os mais de 130 desaparecidos políticos da época da ditadura.</p>
<p><a href="http://www.memoriasreveladas.gov.br" target="_blank">Memórias Revelada</a>s é uma campanha tecnicamente bem feita, toca as pessoas pelos depoimentos de familiares e serve de alerta aos que participaram direta ou indiretamente dos atos bárbaros da repressão política entre 1964 e 1985.</p>
<p>E cumpre algum papel educativo para os mais jovens, que nem sempre têm uma idéia clara do que aconteceu nos porões da ditadura, inclusive porque o discurso da direita persiste, procurando amenizar os crimes e dizer que os perseguidos é que seriam os culpados, por estarem tentando subverter a ordem dos generais.</p>
<p>Mas a campanha peca no essencial, que é a busca da verdade.</p>
<p>Se o governo quisesse mesmo saber e publicar o que aconteceu - por exemplo, com os companheiros Honestino Guimarães, da Universidade de Brasília, ou Marco Antonio Dias Batista, da Frente Revolucionária Estudantil, de Goiânia, para ficar em dois nomes com quem convivemos - não precisava gastar R$ 13,5 milhões com a campanha.</p>
<p>Bastava  mandar, por decreto, que todos os arquivos do Exército, Marinha e Aeronáutica, bem como do antigo Serviço Nacional de Informações (SNI) e da Polícia Federal e das secretarias estaduais de segurança, fossem totalmente abertos.</p>
<p>Se não tem poder sobre os antigos órgãos de repressão, que poderiam ter escondido ou destruído os arquivos, o governo teria outro caminho se fosse sincera sua vontade de esclarecer tudo: bastaria proibir o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e os advogados da União, entre outros, de defender a anistia para ex-torturadores.</p>
<p>Seria o bastante  para que corressem livremente os processos abertos pelo Ministério Público contra, por exemplo, o antigo dirigente do DOPS paulista, coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra.</p>
<p>Ou contra  centenas de outros torturadores que estão soltos e impunes - muitos viraram até autores de livros mal escritos de autodefesa ideológica, como o próprio Ustra e o capitão Aluisio Madruga, que comandou o Pelotão de Investigações Criminais (PIC) da Polícia do Exército, em Brasília, onde tanta gente foi torturada e alguns desapareceram, como o ex-líder camponês José Porfirio, de Trombas, Goiás.</p>
<p>Como denuncia o Movimento Tortura Nunca Mais, a campanha do governo não transmite sinceridade.  Pode até ser que estejam bem intencionados os antigos companheiros guerrilheiros que hoje estão no ministério do Governo Lula, quando mandam fazer este tipo de campanha - mas não contribuem para o acerto de contas com a história, pois dá a impressão de quererem colocar panos quentes sem de fato tomar as atitudes que precisam ser tomadas, mesmo contrariando o Clube Militar do Rio de Janeiro, ninho ideológico da extrema direita.</p>
<p>Ou será que a campanha Memórias Reveladas não se destina mais a evitar que o Brasil seja condenado em tribunais internacionais por deixar de punir torturadores do que, digamos, apurar realmente a verdade? Ou apenas jogar o assunto na mídia este ano para que em 2010 estas lembranças não assustem a classe média conservadora que acredita que guerrilheiro contra a ditadura era terrorista, como escreve até hoje a revista <a href="http://www.veja.com.br">Veja</a>?</p>
<p>Se os advogados da União pararem de contestar os processos abertos pelo Ministério Público, como no caso de São Paulo, já teríamos muita gente sendo condenada na justiça por morte, tortura e desaparecimento de adversários da ditadura militar.</p>
<p>Com isso descobririamos a verdade sobre os desaparecidos, pois os velhos torturadores acabariam entregando seus mandantes e a macabra teia dos DOI-CODIs seria revelada de vez.</p>
<p>O Brasil é uma vergonhosa exceção,  uma das poucas grandes nações que não julga seus criminosos de guerra interna como foram os comandantes da tortura e dos desaparecimentos. Pelo mesmo motivo que o PSDB dos ex-perseguidos pela ditadura Fernando Henrique e José Serra não conseguiu governar sem o ex-PFL, assim como o PT de Lula não governa sem o PMDB conservador.</p>
<p>Mostra que realmente aqui nunca se resolvem as contradições históricas porque isso não interessa à classe dominante - como ocorreu com a independência, com a proclamação da republiqueta dos militares, com os golpes contra os movimentos populares como Canudos e outras tantas mentiras da história oficial.</p>
<p>Até o Paraguai acaba de abrir seus arquivos da ditadura. No Chile, há dezenas de militares condenados e presos.  A Argentina tem até velhos generais que trocaram a Casa Rosada pela cadeia. No Uruguai idem - e por quê os torturadores brasileiros continuam impunes? Por que uma parte do governo continua negando os tratados internacionais que dizem ser a tortura crime imprescritível?</p>
<p>Enquanto os criminosos da ditadura não forem processados e punidos, com seus nomes execrados oficialmente, ninguém levará a sério campanhas publicitárias bem feitas mas sem credibilidade histórica, como esta Memórias Reveladas que nada revelam porque não há vontade política para isto.</p>
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		<title>Aliança do PT com o PMDB prepara desmonte da legislação ambiental</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 01:23:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joao Arnolfo</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Na contramão da história, o Brasil afunda-se na falta de compromisso com o meio ambiente e se deixa arrastar pela visão atrasada do desenvolvimentismo capitalista, recusando-se a tomar medidas contra o agravamento do aquecimento global e a procurar novos caminhos sustentáveis para sua economia.
À falta de clareza do Executivo na fixação de metas de redução [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na contramão da história, o Brasil afunda-se na falta de compromisso com o meio ambiente e se deixa arrastar pela visão atrasada do desenvolvimentismo capitalista, recusando-se a tomar medidas contra o agravamento do aquecimento global e a procurar novos caminhos sustentáveis para sua economia.</p>
<p>À falta de clareza do Executivo na fixação de metas de redução das emissões de gases do efeito estufa, que ficou evidente em reunião do presidente Lula com alguns ministros na terça-feira (13), seguiu-se nesta quarta-feira (14) um acordo na Câmara dos Deputados destinado a desmontar a legislação de proteção ambiental em nome dos interesses dos grandes agropecuaristas.</p>
<p>Destinada a substituir o Código Florestal e a lei de crimes ambientais por uma farsa chamada de &#8220;código ambiental&#8220;, uma comissão especial elegeu nesta quarta-feira (14) o ruralista Moacir Micheletto (PMDB-SC) como presidente e o nacional-desenvolvimentista  Aldo Rebelo (PCdoB-SP) como relator.</p>
<p>&#8220;Isto significa entregar o galinheiro para a raposa tomar conta&#8220;, disse o deputado Ivan Valente (PSoL-SP). O novo líder do Partido Verde, Edson Duarte (BA), que vinha conseguindo adiar a instalação da comissão, denunciou as manobras que unem governo e PMDB, logo quando o país mais precisa de um modelo sustentável de desenvolvimento.</p>
<p>A comissão, dominada pela bancada ruralista, pretende ainda este ano rever toda a legislação brasileira, retirar poderes do Conselho Nacional de Meio Ambiente, enquadrar o Ibama, permitir que cada Estado faça suas próprias normas ambientais e rever as multas aos proprietários de fazendas que deixaram de recompor as reservas legais.</p>
<p>Na próxima semana o presidente Lula e a ministra Dilma Rousseff, candidata à presidência da República pelo PT/PMDB em 2010, devem reunir-se novamente com os ministros Carlos Minc, do Meio Ambiente, e Celso Amorim, das Relações Exteriores, para tentar definir a nebulosa proposta em gestação para ser levada à reunião da ONU sobre o clima, em Copenhagen, no início de dezembro.</p>
<p>A meta do Ministério do Meio Ambiente de reduzir o desmatamento em 80% até 2020, a partir dos níveis de 2005, precisa ser traduzida por algum compromisso do país com a redução das emissões de gás carbono, de modo a convencer o mundo de que o país está disposto a evitar a destruição da floresta amazônica e agravar os problemas climáticos do planeta.</p>
<p>Conhecida por suas posições desenvolvimentistas,  a ministra quer que as projeções não prejudiquem suas intenções de permitir que a economia cresça anualmente pelo menos 5% na próxima década. Não se fala em mudar o modelo econômico, para substituir o atual desenvolvimentismo por uma economia verde.</p>
<p>Os grandes industriais, representados pela Confederação Nacional da Indústria,  apoiam os ruralistas na mudança das leis ambientais e já advertiram o governo para não assumir compromissos externos que possam significar restrições ao crescimento econômico tradicional.</p>
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